To everybody who loves travelling!!! My name is Ana!! I´ve decided to leave everything behind and go on a trip around the world by myself!!! If you want to come with me, just follow the white ribbons path! I will leave one in each place I go! If you are travelling and find one of them, write to me!!! Have a nice trip!!!
Thursday, 22 December 2011
Friday, 18 November 2011
Nightmare
Eram 3 horas da manhã quando ela acordou sozinha na cama. Na noite anterior não havia acontecido nada incomum. Colocou a filha de 5 anos para dormir e jantou com o marido como fazia todas as noites. Ele parecia mais calado que o normal, mas como estava se recuperando de uma gripe forte, achou isso natural.
Apesar do frio que fazia naquela época em Merimbula, saiu da cama e andou até o quarto da filha. Quando viu a cama vazia, correu para a sala chamando pelo marido. Nenhuma resposta. Continuou chamando pelos dois por mais algum tempo, quando viu a boneca preferida da sua filha caída no jardim. Na mesma hora o pânico tomou conta dela. Sua filha jamais se separava da boneca, nem para tomar banho. Correu novamente até o quarto dela e abriu o armário. Ao ver que estava completamente vazio, começou a gritar e logo depois, desmaiou.
Quando abriu os olhos novamente, respirou aliviada.
“Este foi o pior pesadelo que já tive!”, pensou.
Ao olhar em volta, não reconheceu onde estava e viu sua irmã sentada ao lado da cama.
“Então não foi pesadelo?” perguntou.
Sua irmã balançou a cabeça negativamente.
Foram sete anos de sofrimento, dúvida, mágoa e saudade. Neste período, emagreceu, envelheceu, mas não perdeu a esperança. Nunca entendeu os motivos que levaram seu marido a sumir no mundo com sua única filha. Mas a verdade é que não queria entender, só queria a filha de volta.
Depois de anos de buscas, finalmente o telefone tocou. Seu marido foi encontrado morando em Darwin, norte da Austrália. Ao ser cercado pela polícia, usou a menina de escudo e acabou atingido.
O reencontro foi estranho. A menina não via a mãe desde os 5 anos, agora já era uma adolescente. Ainda traumatizada por assistir a morte do pai, a menina se fechou. Demorou, mas aos poucos a mãe foi conquistando a confiança dela novamente e acabaram se tornando melhores amigas.
Onze anos depois eu as conheci.
Dotty e Amy são realmente pessoas muito especiais e a história de vida delas é de tirar o fôlego.
Quando Dotty me contou estávamos dentro da St. Peter´s Cathedral. Toda semana ela vai até lá agradecer por ter encontrado a filha. As duas ainda participam de um grupo de ajuda humanitária que arrecada mantimentos e roupas para países mais pobres.
Sua força e determinação são realmente inspiradoras. E a história delas vai me acompanhar pelo resto da vida.
Friday, 4 November 2011
Tá nervoso? Vai pescar!
Uma das coisas que me chama a atenção em Adelaide é que ao contrário de Sydney, Melbourne e Gold Coast, aqui é muito raro ouvir pessoas conversando em português nas ruas. Não tinha ouvido nenhuma vez desde que cheguei aqui, pelo menos até uma semana atrás.
Estava caminhando pela North Terrace em direção ao museu quando, em frente à belíssima State Library of South Australia, ouço uma voz vindo dos bancos:
“Tô perdido...”
E qual não foi a minha surpresa quando vi que, na verdade, quem falava esta frase era um autêntico australiano! Não pude me conter e fui lá falar com ele. A história é ótima. Seu nome é Martin e faz dois anos que ele namora Renata, natural de Brasília. Ele não fala nada de português, só algumas palavras soltas. O mais engraçado é que ele aprendeu com ela algumas frases em português e gostou tanto da melodia delas que utiliza sempre, como se fosse sua língua nativa. A favorita dele é: “Tá nervoso? Vai pescar!” hahaha Simplesmente hilário.
O fato é que Martin se esqueceu do aniversário de namoro e agora tem que pensar em alguma coisa bem especial para levar para ela.
Isso explica o “Tô perdido” que ouvi vindo do nada...
Na mesma hora liguei para Dotty e pedi o nosso arranjo mais especial. Ele é tão lindo e grandioso que é capaz de derreter o mais furioso dos corações.
Resultado: o aniversário foi um sucesso e eu conheci minha primeira amiga brasileira em Adelaide. Adorei!
Outro dia fui com Amy, Martin e Renata no The Elephant British Pub. Experimentei a Abbot Ale e recomendo o fish and chips de lá. A fachada é uma graça e o bar super agradável. Vale à pena conhecer.
Por volta de 2 da manhã Martin nos avisa que o pub vai fechar.
“Really?”, digo suspirando na mesa.
E ele finaliza todo sério e em ótimo português:
“Deus ajuda quem cedo madruga.”
E gargalhada geral.
Monday, 24 October 2011
Pie Floater
E não é que eu engordei mesmo? A comida deliciosa da Dotty fez uma nova vítima. Outro dia tive que ir até a Rundle Mall fazer umas comprinhas, porque nenhuma calça servia mais. Também pudera: vida tranquila, excelente comida... só podia dar nisso.
Mas não tenho do que me queixar. Vir para Adelaide foi uma ótima escolha. Primeiro porque a cidade é uma gracinha, bem arborizada, dá pra fazer um monte de coisas a pé, tudo muito limpo e organizado, uma maravilha.
Segundo porque conhecer Dotty e Amy foi um presente mais do que especial. Fui recebida como se fosse membro da família e sou tratada com o maior carinho do mundo. Conhecer a história das duas e não se apaixonar por elas é praticamente impossível. Só não conto agora porque é história para um capítulo inteiro.
Estou em um momento muito especial da minha viagem. Este é o período mais calmo desde que saí do Brasil e estou tendo mais tempo e menos distrações para avaliar as coisas. Sei que tinha planos de não ficar tantos meses em cada lugar, mas confesso que estou tendo certa dificuldade em ir embora. Não vejo isto como negativo, muito pelo contrário. As pessoas que tenho conhecido são tão especiais e o que tenho vivido é tão único, que o que eu quero mesmo é viver mais e mais.
Por isso resolvi não contar mais o tempo, apenas viver. Chega de calendário, chega de datas, chega de relógio!
Quer dizer, relógio eu vou precisar para não chegar atrasada no trabalho.., rs Mas chega de querer correr contra o tempo!
Enquanto isso, aproveito. Aliás, adorei o Adelaide Central Market, já fiz compras lá um monte de vezes. Carnes, frutas e verduras de primeira qualidade, dá vontade de comprar tudo! Também amei a pie floater, uma mania por aqui. É uma tigela de sopa de ervilha com uma torta de carne dentro, coberta com ketchup. A combinação parece estranha para os brasileiros, mas o sabor é ótimo. E ajuda muito naqueles dias de ressaca braba.
Fica a dica!
Sunday, 16 October 2011
Primeiras sensações
Assim que cheguei ao saguão do aeroporto de Adelaide já vi rostos amigos. Na verdade era a primeira vez que via Dotty e Amy, mas pelo número de fotografias que Kate me mostrou, parecia que já conhecia as duas há muito tempo.
Quando respirei o ar de Adelaide pela primeira vez, a sensação foi de aconchego.
No caminho para Beulah Park, bairro onde vivem Dotty e Amy, fui percebendo que esta cidade era exatamente a que eu queria quando pensei em um lugar tranquilo, organizado e acolhedor. As casas tem aquele ar de interior, com um jardim na frente e muros bem baixinhos. Só comecei a ver prédios quando já estávamos na Grote Street, rua bem larga que corta o centro de Adelaide. Depois passamos pela Wakefield Road e um parque enorme tomou conta da paisagem.
“Esta é a Kensington Road. Estamos quase em casa.”, disse Amy.
“Cruzamos a cidade em 25 minutos. Isso é impossível neste horário em Sydney”, disse Dotty, toda orgulhosa.
“Se você estivesse no Rio de Janeiro ou em São Paulo neste horário, iria sentir saudades do trânsito de Sydney,” respondi rindo.
Meu novo endereço é Howard Street. Que rua gostosa! Bem arborizada, tranquila, segura... A casa é uma gracinha e meu quarto é um sonho!
Dotty e Amy me acolheram como se eu fosse da família. Já me senti super à vontade desde que cheguei. Foi assim com a Kate também, virou uma irmã desde o início.
A vida em Adelaide tem sido do jeito que eu queria. Apesar do friozinho, tenho acordado cedo e ajudado Dotty com os arranjos de flores. Ela possui uma pequena empresa de entrega de arranjos e estou ajudando tanto nas entregas como na confecção. Tem sido muito legal pra mim e rende uma graninha boa. Dotty, na verdade, não precisa mais trabalhar. Toda a família tem uma ótima situação, mas as flores são a vida dela. E está sendo um grande aprendizado conviver com ela.
E já que pego cedo no trabalho, no meio da tarde já estou livre para andar por aí. Amy já me levou em vários lugares e eu adoro sair por aí andando sem rumo. Adelaide é incrível porque ao mesmo tempo em que é uma cidadezinha calma do interior, também é agitada se você quiser. Tudo bem que depois das 2 da manhã é difícil encontrar algum bar aberto, mas mesmo assim dá pra se divertir. E o transporte é a bicicleta. Adoro fazer o que eu puder de bicicleta. A paisagem ajuda muito e as distâncias são tranquilas, já que Adelaide não tem todas aquelas ladeiras como Sydney. Aqui é tudo plano.
Estou adorando este clima de calmaria, está fazendo muito bem pra mim. Conheci várias pessoas especiais, inclusive brasileiros, é claro.
Hmmm... Que cheirinho de torta! Deve ser Dotty de novo... Deste jeito vou engordar horrores aqui em Adelaide!
Até já!
Sunday, 25 September 2011
Hora de partir
Não tenho nem como descrever como foi especial este tempo que passei em Sydney.
Ontem fomos para Bronte Beach, uma das praias mais lindas daqui. Tudo agora tem gostinho de despedida. Paramos para comer em um dos cafés em frente à praia e fiquei um tempo enorme em silêncio, só admirando a paisagem.
À noite tivemos uma pequena reunião em casa para os amigos. Quando todo mundo já tinha ido embora, Jess me chamou em um canto. Disse que nunca iria esquecer de tudo que vivemos e que estava muito feliz por ter me conhecido. Eu já estava com lágrimas nos olhos quando ele me deu um embrulho pequeno. Me fez prometer que eu só abriria quando estivesse dentro do avião. Segurei a ansiedade e concordei. No fim das contas, Jess acabou entendendo que nossa história durou o tempo que era pra durar e que viver intensamente um momento é muito melhor que viver uma vida toda sem emoção. Ele é uma das pessoas mais especiais que já conheci e nunca vou me esquecer do que passamos juntos. A vida é uma caixinha de surpresas, quem sabe o que o futuro nos reserva?
O resto da noite foi de recordações e saudade.
“Vou te visitar na casa da minha Tia Dotty!”, gritou Kate já meio alta pelo vinho da festa.
“Obrigada por tudo! Vocês já fazem parte da minha vida!”, falei com lágrimas nos olhos antes de beber a última taça de vinho da noite.
Já estou no aeroporto aguardando meu vôo. Quando estava despachando minha bagagem no guichê da Qantas, o pequeno pacote que ganhei de Jess pulou da minha bolsa caindo no saguão do aeroporto. Decido abrir.
Um pequeno cartão está junto:
“Encontrei uma semana depois que nos conhecemos. Acho que está na hora de devolver. Boa sorte na sua jornada! Com amor, Jess.”
Dentro do pacote, como num encanto, estava a rodinha da minha mala, perdida no meu primeiro dia em Sydney.
Sem palavras, dou risada e choro ao mesmo tempo. Está na hora de partir.
Tuesday, 20 September 2011
De passagem na mão
Deixar Sydney é tarefa difícil. Tanto que eu mesma não cumpri meu prazo de duas semanas... São tantas despedidas...
Mas aí vai:
Flight QF 765
Operated by Qantas
Operated by Qantas
| Departure: | Sydney Terminal 3 |
| Date: | Sun 25 sep 11 |
| Time: | 16:25 |
| Arrival: | Adelaide Terminal 1 |
| Date: | Sun 25 sep 11 |
| Time: | 18:05 |
| Meal: | Refreshment |
| Stopover: | - |
| Total duration: | 2h10m |
Tenho até domingo pra me despedir! Lá vem choradeira!
Sunday, 18 September 2011
My Birthday
Era meu aniversário. Ia fazer 14 anos e tinha convidado um monte de gente para a minha festa. Na noite anterior nem conseguia dormir de tanta ansiedade. De manhã já estava correndo para todos os lados, acordando todo mundo. Foi aí que todas as televisões sintonizaram a mesma imagem. Naquela hora só via um prédio pegando fogo, mas minutos depois, um avião se chocou com o prédio ao lado. Na mesma hora minha mãe começou a ligar para nosso primo Arthur, que morava em New York, mas as linhas estavam todas congestionadas.
Minha festa foi cancelada e meu primo Arthur localizado no dia seguinte. Mas o dia do meu aniversário, dia 11 de setembro, nunca mais foi o mesmo.
Ano passado não fiz festa. Ainda estava de luto pelo meu pai e as imagens do avião se chocando com a torre me colocavam bem distante de qualquer comemoração. Resolvi sentar na beira da praia e olhar para o horizonte. Uma semana depois, começava a escrever este blog.
Dez anos se passaram desde aquele aniversário e do ataque às Torres Gêmeas. Nunca mais fiz uma festa como aquela. Nunca mais comemorei esta data como antes...
Neste 11 de setembro de 2011, comemorei meus 24 anos admirando Darling Harbour. Decidi não assistir televisão e nem ler os jornais. E Kate fez uma pequena reunião para os amigos mais íntimos.
Este acontecimento mudou a vida de muita gente, inclusive a minha. Mesmo estando bem longe, no Brasil.
Dedico meu aniversário a todos que sofreram direta ou indiretamente com este acontecido.
A semana que se seguiu após meu aniversário foi intensa. Já estou fazendo as malas e me despedindo de tudo. Adelaide aí vou eu!!!
E amanhã faz um ano que comecei a escrever este blog. Já vivi tantas coisas incríveis e tenho certeza que irei viver muitas mais. Temos muito o que comemorar!
Thursday, 8 September 2011
Dotty and Amy
“Só isso? Duas semanas?” gritou Kate em frente ao Hungry Jacks de Bondi Beach. Algumas pessoas até pararam pra olhar.
“Pra onde?”
“Algum lugar bem tranquilo, cidade pequena, não sei ainda,” respondi.
Foi nesta hora que escutei o nome Adelaide pela primeira vez.
“Minha tia mora lá com a minha prima Amy. Elas são ótimas!”
Quando voltamos pra casa fui correndo ler mais sobre Adelaide na internet e adorei tudo o que li. As fotos de lá são lindas e a cidade parece ser uma gracinha.
“Eu topo!” disse para Kate que entrava agitada no quarto com o telefone na mão.
“E você já tem onde ficar. Minha tia Dotty está alugando um quarto!”
Friday, 2 September 2011
Sydney
Sydney. Assim que cheguei me senti em casa. Tanto que resolvi ficar aqui muito mais tempo que o planejado.
Mergulhei de cabeça, vivi intensamente, ri, chorei, senti medo, ansiedade... e agora o que sinto já é saudade.
Depois disso tudo, não sou mais a mesma. Sigo meu caminho levando comigo toda esta vida descoberta. Qual será a próxima vida que irei descobrir?
Caminhando pela bela Circular Quay já em tom de despedida, decido que o local ideal para deixar minha fita é a mesma vista onde, pela primeira vez, senti meu coração apertado. A belíssima Harbour Bridge, agora será admirada pela minha fita branca, um pedacinho de mim que vai continuar fazendo parte de Sydney.
Este não é um “Adeus”, é apenas um “Até logo”. Pelo menos, assim espero.
Que bom que a vida é uma caixinha de surpresas...
Monday, 29 August 2011
Contagem regressiva
Nesta viagem percebi o quanto Jess se sente incomodado com a continuação da minha aventura pelo mundo. No início esta ideia parecia fácil de mudar, mas mesmo adiando a partida, com o tempo ele percebeu que eu realmente iria seguir em frente.
Meu objetivo nunca foi magoar ninguém, muito pelo contrário. Tudo o que vivemos foi maravilhoso e eu nunca vou esquecer a pessoa incrível que ele é. Mas não tem jeito. Meu espírito livre ainda tem um mapa inteiro pela frente.
Com o coração apertado, achei que o melhor a fazer era me despedir o mais rápido possível para não magoá-lo ainda mais.
Sua última frase foi: “Também acho melhor assim.”
Naquela noite dormi no famoso sofá da Kate e conversamos muito sobre isso. Ela também está super enrolada com Owen e a família dele. Uma confusão.
No meu caso, estou com uma vontade louca de ser várias ao mesmo tempo, poder estar em um monte de lugares ao mesmo tempo, de ir embora e ficar ao mesmo tempo.
No dia seguinte ele apareceu na hora do café da manhã. Kate saiu de fininho e Jess me disse que queria viver esta história até o último minuto. Concordei, mas com uma condição: queria fixar minha data de partida. E assim foi feito.
Contagem regressiva: duas semanas.
Wednesday, 24 August 2011
A viagem dentro da viagem
Primeiro destino: Byron Bay
A viagem de carro foi uma delícia. Saímos cedo e nos revezamos ao volante para chegar á Byron Bay naquela mesma noite. Até que não é tão difícil dirigir pelo lado esquerdo da rua! Contando com as paradas, foram 11 horas de viagem com muita risada, TIM TAM, música brasileira e australiana. A paisagem até lá é maravilhosa e o dia estava lindo.
Chegando lá, exaustos, encontramos o primeiro backpacker com vaga e caímos na cama. Só no dia seguinte pudemos conhecer aquele lugar maravilhoso.
Os quatro dias que passamos em Byron Bay foram muito gostosos. Acordávamos e já colocávamos as roupas de banho e ficávamos o dia todo andando pra lá e pra cá, explorando todo o lugar. A energia é ótima e as ruas tem aquele ar simples e gostoso que a gente só vê no interior. Amei o Buddha Bar. Lugar charmoso, comida boa e energia melhor ainda.
Nos divertimos muito em Byron Bay. Os dias foram tranquilos, as noites estreladas, na maior paz...
Na última noite, estávamos sentados na areia planejando o horário do dia seguinte, quando o telefone do Owen tocou. Este simples fato conseguiu mudar a nossa viagem inteira.
Segundo destino: Gold Coast
A viagem de duas horas para Gold Coast pareceu infinitamente maior que as onze horas de Sydney para Byron Bay. Desde a noite anterior Kate está discutindo com Owen sobre o tal telefonema. Eu e Jess ficamos calados durante todo o percurso e os dois alternavam entre discussão calorosa e silêncio absoluto.
O fato é que Owen recebeu a ligação da tal noiva largada as vésperas do casamento e Kate, é claro, está morrendo de ciúmes. É uma discussão sem fim. Owen diz que não quer mais ficar com a noiva. Kate diz para ele parar de atender o telefone. Ele diz que quer terminar a história numa boa. Ela diz que ele ainda gosta da noiva. E por aí vai...
Assim que chegamos a Gold Coast, fomos direto para a casa de um amigo do Jess na Monaco St. Foi muita sorte! Ficamos na casa do Carl, por três dias enquanto ele viajava. É muita mordomia, não é? A rua é toda arborizada e a casa dele, uma delícia! Dava para ir andando para o Albert Park e bastava uma caminhada leve para chegar até Surfers Paradise.
Gold Coast tem uma vida agitada tanto de dia quanto durante a noite. Aliás, é a noite que as luzes se acendem e o agito começa pra valer.
“Esta cidade eu também moraria.” Pensei, passando em frente à loja de presentes da Paradise Towers.
Mesmo com esta história toda entre Kate e Owen, eu e Jess resolvemos nos divertir. Uma noite fomos aos Hard Rock Café e comemos e bebemos tanto, que saímos de lá quase rolando. Um dia arrastei os dois briguentos para dar umas risadas no Parque de Diversões da Warner. Foi ótimo.
Os três dias passaram muito rápido, mas foi ótimo ter conhecido Gold Coast, mesmo que tão rápido. As pessoas são alegres, bonitas e cheias de atitude. Fora que é muito limpo e organizado como todas as cidades da Austrália. Queria poder ter conhecido um pouco mais, mas é hora de cair na estrada e conhecer Noosa!
Terceiro destino: Noosa
A ideia de conhecer Noosa veio por causa de uma revista que eu li dentro do Commonwealth Bank enquanto esperava para ser atendida e abrir uma conta. Era uma reportagem falando do lugar e eu fiquei louca para conhecer.
Desta vez a viagem de aproximadamente três horas ao norte, foi calma. Kate e Owen deram uma trégua, mas as coisas não estavam totalmente tranquilas.
Logo que chegamos, resolvemos ficar em outro backpacker para facilitar e assim que avistamos o Koala Backpackers, já desembarcamos as coisas.
A visita ao Noosa National Park foi o ponto alto. Fizemos a trilha 2 e ficamos procurando os koalas do parque, mas não consegui ver nenhum. Andamos pela linda Sunshine Beach e exploramos tudo por lá.
Durante nossa estadia em Noosa, Jess começou a ficar calado. Via nos olhos dele que ele entendia o que ia acontecer em breve. Não tem jeito. Minha hora de ir embora está muito próxima.
Saindo do Restaurante Milagro em uma das noites, Jess me olhou nos olhos e disse que já estava sentindo a minha falta. E que sentia que meu coração já estava de malas prontas.
Não consegui dizer uma palavra.
Os últimos dias foram muito tranquilos. Pelo menos até então. A tal noiva largada ligou outras vezes e a briga esquentou entre Owen e Kate um dia antes da volta. Cansei de falar para ela parar de falar nisso. Ele, coitado, ficou com a família e a noiva fazendo pressão de um lado e Kate fazendo pressão de outro. O resultado não podia ser outro. Deu o grito de liberdade e saiu sem rumo. Só o encontramos de novo no dia seguinte, no Sunshine Coast Airport, uns 40 minutos de Noosa, quase na hora de embarcar de volta para Sydney.
Os dois não trocaram uma palavra até chegar de volta à George Street. Mas isso eu conto depois.
Mesmo com os percalços, a viagem dentro da viagem foi maravilhosa. Amei conhecer todos estes lugares paradisíacos e recomendo a todos.
Assim que pisei em casa e terminei de escrever meu último post, Jess me chamou para conversar. E esta conversa mudou tudo daqui pra frente.
Wednesday, 10 August 2011
Vacations!
Voltando de viagem! Pois é, resolvi fazer uma viagem dentro da viagem. hehehe
Depois que meus alunos australianos voaram rumo à novas aventuras no Brasil e Jess conseguiu uma folguinha na agenda, decidi tirar umas “férias” e conhecer novos lugares. Alugamos um carro e seguimos ao nosso destino: Byron Bay, Gold Coast e Noosa Beach em 13 dias.
Foi uma aventura e tanto. Kate e Owen também foram com a gente e nos divertimos pra valer. Quer dizer, tivemos alguns probleminhas no percurso, mas isso eu conto depois. Estou exausta!
Só passei para avisar que cheguei. Tem tanta coisa pra contar que nem sei por onde começar.
Nossa, está o maior frio em Sydney! Estou congelando!
Saturday, 23 July 2011
Finish Class
A experiência de ensinar três australianos a falar português foi inesquecível. Além da sorte de ter conseguido este emprego ótimo, meus alunos Tyler, Charlotte e Simon eram pessoas maravilhosas e me ensinaram muito também.
Tyler era solteiro e tinha 38 anos. Apesar de ser super tímido, tinha um senso de humor todo especial. Na primeira aula tive que fazer força para ouvir a voz dele e seu programa de fim de semana é ficar jogando vídeo game.
Uma semana antes das aulas acabarem, perguntei se ele estava com medo desta mudança repentina para o Brasil.
“Esta viagem vai mudar a minha vida para sempre. Que bom. Já estava enjoado dessa vida aqui.” respondeu.
Charlotte e Simon são mais novos. Ela tem 25 e ele 26. Super apaixonados, eles encaram esta mudança para São Paulo como uma aventura.
Simon passava a aula toda admirando Charlotte. Acho que eu nunca vi ninguém tão apaixonado assim. Se bem que Charlotte realmente tinha algo especial. Era muito bonita, mas não era só a beleza. Ela transmitia doçura e força ao mesmo tempo. É uma daquelas pessoas que você olha e pensa: “Esta pessoa tem alguma coisa que eu não sei explicar o que é, mas é diferente das outras pessoas. Como se tivesse uma luz que brilha mais forte que a dos outros.”
Fiz o que eu pude para ensinar pelo menos o básico da língua, mas não foi nada fácil. Foi ensinando que percebi como a nossa língua é difícil. Mas os três estão de parabéns, pois aprenderam várias coisas importantes em pouco tempo.
Nossa última aula foi um bate papo com todas as dicas que eu podia dar. Uma espécie de manual de sobrevivência com frases importantes, lugares para ir, um pouco da cultura, das gírias e tudo mais. Imagina só como vai ser quando eles chegarem em São Paulo na próxima semana? Com certeza todos irão se assustar com a multidão que vive lá, porque aqui em Sydney tem espaço de sobra.
Encerrei a aula pela última vez.
Boa viagem e boa sorte! A aventura de vocês vai começar!
Monday, 11 July 2011
Blue Mountains
Fim de semana de muuuuito frio, mas com dias ensolarados. Depois de ver a previsão do tempo, toda a turma resolveu ir até Blue Mountains. Que lugar incrível!
Fomos sem reservar nada e conseguimos um hostel bem agradável. Como chegamos já no fim da tarde, a aventura da noite foi no Carrington Bar. Com uma disputa de quem conseguia agüentar mais shots de tequila, eu, Jess, Kate, Brian, Manu, Fábio e acreditem, até Owen, nos divertimos pra valer. É claro que Brian ganhou o desafio e todos os outros tiveram que fazer um showzinho no palco do bar. Muito engraçado!
Mesmo com a maior ressaca, todos conseguiram acordar e pegar o ônibus de turismo para conhecer o parque. O frio estava castigando e tive que vestir camadas e mais camadas de roupa para suportar.
Recomendo o passeio a todos, pois a natureza aqui é de tirar o fôlego! E como o dia estava lindo, tivemos uma visão privilegiada de todas as atrações.
The Three Sisters, a atração mais famosa, possui 922, 918 e 906 metros de altura respectivamente e é um espetáculo à parte.
Enquanto admirávamos a belíssima Gordon Falls, Owen puxou Kate num canto. Só depois fiquei sabendo o que aconteceu naquela hora, mas não era novidade para ninguém que ela estava super interessada nele. Por causa de tudo que aconteceu na véspera do casamento, Owen estava de relações cortadas com toda a família. Desde então ele pula de sofá em sofá na casa dos amigos, incluindo Kate. Naquela hora, em frente àquele incrível cartão postal, Owen disse que ainda estava confuso, mas que estava gostando dela. Dali saiu o primeiro beijo e depois eles não se desgrudaram mais.
Com o fim das minhas aulas muito próximo, sinto que Jess está cada vez mais apreensivo. Natural, é claro. Mas temos vivido um dia de cada vez, sem muitas perguntas. Até porque, apesar deste assunto me dar um frio na barriga, ainda não tenho data, nem destino para ir. Apenas estou deixando as coisas acontecerem naturalmente.
Valeu agüentar todo o frio! O fim de semana foi perfeito!
Thursday, 7 July 2011
Time
Como parar o tempo?
Lembro de quando eu era criança e que esperar pelo Natal durava uma eternidade. Que os 12 meses do ano pareciam durar 24. E quando finalmente o fim do ano chegava, o Natal anterior já era só uma lembrança distante.
Pois parece que aceleraram o tempo!
Os 12 meses agora parecem durar 6. Nem bem me despedi do ano passado, lá está o novo ano, louco para entrar em cena.
Pois é. O Natal ainda não chegou, mas é como se fosse.
Quem diria que eu estaria no mês de julho, escrevendo sobre Sydney! Não dá nem para acreditar.
E sabe quando me dei conta disso? Ontem, quando conversava com meus alunos australianos sobre a ida deles ao Brasil. Os três meses de aulas já estão se acabando, ou seja, minha hora de partir está cada vez mais próxima.
Com isso martelando minha cabeça, encontrei Kate no Centennial Park para uma caminhada. O frio está ficando cruel por aqui e com o vento a sensação é ainda maior. Ela logo notou minha preocupação.
“O que aconteceu?”, perguntou.
“O ano está voando. Não dá nem pra acreditar!”, respondi.
Ela me olhou nos olhos e sorriu com o canto da boca.
“Vou sentir muito a sua falta.”
Monday, 27 June 2011
Harbour Bridge
O dia estava lindo! Aproveitamos o fim de semana de céu azul para fazer uma aventura deliciosa. Cruzar a Harbour Bridge a pé.
Marcamos o ponto de encontro no café que fica na porta do QVB e nos deliciamos com o brownie enquanto esperávamos Manu e Fábio. Comigo estavam Jess e Brian.
Desde que cheguei aqui sempre admirei esta construção linda, um dos cartões postais de Sydney. De dia ou de noite, a Harbour Bridge é sempre um espetáculo à parte.
A travessia foi tranqüila e a vista espetacular. Ventava muito, mas o céu estava com um azul todo especial.
Quando chegamos do outro lado, andamos pelas ruas charmosas e sentimos uma tranqüilidade diferente, um silêncio incomum. Sentamos em um banco com vista privilegiada para a ponte e ficamos admirando toda aquela beleza.
Naquele momento, pela primeira vez, pensei que em breve começaria a sentir falta deste lugar. Que a partir de agora, o relógio começaria a contagem regressiva.
Senti um aperto dolorido no peito e ao mesmo tempo, me senti abençoada por estar ali.
Não demoramos muito, pois a aventura ainda não tinha terminado. Queríamos ver o pôr-do-sol do Ópera House, ou seja, desbravar a Harbour Bridge mais uma vez!
A volta foi mais linda ainda, o céu já começava a mudar de cor.
E para nos presentear ainda mais, olha só o pôr-do-sol que assistimos de camarote! Uma verdadeira obra de arte.
Quanto ao Owen, o noivo arrependido, realmente era casamento dele naquele dia. Os detalhes não dá para contar, mas ele descobriu algumas coisas sobre a noiva um dia antes do casamento. Depois, só se lembra de ter entrado no Golden Sheaf para afogar as mágoas e de acordar no sofá da casa da Kate no dia seguinte.
Esta história está longe de terminar. A família ficou louca atrás dele, os convidados esperando, maior vexame.
Ele tem até ficado uns dias na Kate, pra fugir da loucura. Ela está adorando ter ele por perto, mesmo com esta confusão toda. E ele está mais perdido do que nunca!
Vamos ver no que isso vai dar...
Saturday, 25 June 2011
Hora Certa
Não posso deixar de contar o que aconteceu com o Owen, amigo da Kate que deixamos desmaiado no sofá na semana passada. Imagina que ele acordou no dia seguinte com a maior ressaca da vida dele, vomitou na sala toda e ficou até a hora do jantar sem lembrar onde morava e muito menos quem era a amiga dele de infância chamada Kate.
Foi muito engraçado. A Kate com a maior paciência do mundo, tentando fazer ele lembrar que ela era vizinha dele em Palm Beach e ele não conseguia nem lembrar que tinha morado lá.
Depois que ele melhorou e finalmente se lembrou da Kate, ficou morrendo de vergonha. Não conseguia nem olhar pra ninguém, cheio de ressaca moral. Todo mundo deu risada e tentou deixar ele à vontade, contando vários casos de bebedeiras que já aconteceram com a gente.
Foi aí que ele disse num tom sério:
“Hoje é o meu casamento.”
Silêncio geral.
“Hoje? Que horas?” perguntou Jess quebrando o gelo.
“Às 18 horas.” respondeu.
Ao mesmo tempo, todos olharam para o relógio de parede que fica pendurado em cima da geladeira da cozinha da Kate.
Hora certa: 20h42min.
Naquele momento, ninguém perguntou mais nada.
Thursday, 16 June 2011
Surpresas da Infância
Outro dia fomos a um pub ótimo em Double Bay. Lugar enorme e super simpático. São vários pisos diferentes com vários estilos diferentes e uma área com música ao vivo e restaurante com uma decoração especial. O nome é Golden Sheaf Hotel e fiz até questão de colocar uma foto da fachada para mostrar como é legal. Que bom que na foto tá um dia lindo, porque agora está um frio e uma chuvinha... A foto foi tirada faz um mês mais ou menos, quando passamos de carro e prometemos voltar.
O bar da esquerda, no ground floor, é bem cheio e tem uma área com sinuca. À direita é a área de gambling, com aquelas máquinas caça-níquel que são proibidas no Brasil. Aqui na Austrália é uma febre. Quase todo o pub por aqui tem essas máquinas. Eu experimentei e joguei 10 dólares, que perdi tão rápido quanto devorei os doces que ficavam no potinho entre as máquinas.
Preferi gastar meu dinheiro em coisas melhores como, por exemplo, o saborosíssimo eye fillet, do restaurante de lá. É de dar água na boca!
No andar de cima as salas se dividem em diversos ambientes com tipos de decoração diferentes. Tudo de muito bom gosto e decorado das paredes aos mínimos detalhes. Eu adorei e recomendo!
Quando estava no bar da sinuca pegando bebida para todos, um cara falava sozinho encostado no balcão bem perto de mim. Não dava para entender o que ele falava, porque a música estava muito alta e ele um pouco bêbado. Não dei muita importância, peguei as bebidas e voltei para a área aberta. Quando fomos embora, por volta da meia-noite, encontramos o mesmo cara sentado em frente ao Woolworths ao lado do pub. Estava bem vestido e abraçava uma garrafa de vinho quase no fim. Agora não dizia nada e seus olhos estavam fixos no chão.
“Este é o mesmo cara que eu vi falando sozinho lá no bar,” disse.
Quando Kate se virou para olhar, a surpresa:
“Owen???”
Realmente o mundo é um ovo. Owen e Kate foram vizinhos e namoradinhos na infância quando ela morava em Palm Beach com os pais. E agora, este encontro inesperado! Quer dizer, meio encontro, porque ele não tinha a menor idéia do que estava acontecendo, de tão bêbado.
Levamos Owen com a gente, senão ele iria passar a noite lá mesmo no maior frio. E perguntar para ele não era a melhor opção no momento.
Entramos no táxi e o deixamos totalmente desmaiado no sofá da Kate.
Monday, 13 June 2011
Quem venceu?
Briga: Brian (americano) x Irish Guy.
Motivo: Futebol americano x Hurling
Resultado: Brian ganhou um nariz quebrado e o cara um olho roxo.
Desde que Brian veio da Califórnia há 7 meses atrás morar com o primo Jess em Sydney, as coisas não tem sido fáceis. Não foi a primeira vez que Brian brigou em um pub por aqui. Jess me disse que uma vez ele quase foi preso por desacato à autoridade na saída de uma festa e que só aliviaram porque ele intercedeu à favor do primo.
Conheci Brian no meu segundo dia em Sydney e desde que decidimos dividir o mesmo teto tudo tem sido bem divertido. Mesmo com 24 anos, mesma idade que eu, é como se ele ainda fosse uma criança. A gente dá muita risada, mas sei que para Jess não é tão divertido assim.
“Me sinto responsável por ele. Tenho que ficar cuidando para ele não fazer nenhuma besteira e não deixar minha madrinha preocupada.”
Quando Brian entrou na sala seu nariz estava do tamanho de uma batata e ele gemia de dor. Jess fechou a cara e ficou grudado no jogo de Cricket que passava na TV. Ele parou em frente ao sofá e começou a pedir desculpas. Cada vez que tentava se explicar, movia o rosto e gemia novamente de dor. A cena estava tão cômica que ninguém agüentou e todos caíram na gargalhada.
“Desta vez passa, mas vê se aprende.” resmungou Jess sem tirar o olho da TV.
Brian me olhou de canto de olho e deu uma piscadinha seguida de um meio sorriso.
Parece que ainda há muito que aprender.
Saturday, 11 June 2011
Exploring Coogee
O dia seguinte ao desentendimento começou silencioso e aos poucos foi voltando ao seu normal. Jess não tocou mais no assunto e quando perguntei se estava tudo bem ele disse que tudo já havia passado. Melhor assim.
Outro dia fui com a Manu até Coogee. Desde que nos conhecemos no 3 Wise Monkeys Pub, nunca saímos sem Jess e Fábio, ou seja, raramente falamos português. Ótima oportunidade para tagarelar na nossa língua! Manu é uma ótima pessoa. Teve uma vida difícil em Juiz de Fora e se mudou para São Paulo com a família para conseguir alguma coisa melhor. Foi aí que ela conheceu Fábio e em dois anos eles decidiram se mudar para Sydney e juntar dinheiro. As coisas estão um pouco mais difíceis do que eles pensavam, mas mesmo trabalhando em um restaurante italiano, estão conseguindo aos poucos, fazer raízes. Quando perguntei se eles faziam idéia de quanto tempo iriam ficar por aqui, a resposta foi a mesma que costumo dizer: “Não sei.”
Coogee é um excelente bairro para se morar. A praia é linda e a área verde é cheia de lugares para fazer churrasco. Tudo limpinho e organizado. O frio anda castigando por aqui, ainda mais para uma carioca friorenta. Mas mesmo assim várias pessoas caminhavam, pois os dias têm sido muito bonitos. Andamos por várias ruas do bairro, para sentir seu funcionamento. Estava tudo bem tranqüilo e apesar das ladeiras, exploramos bastante o bairro. Paramos no Garlo´s Pies e nos deliciamos com a torta vegetariana, que além de barata era super saborosa. Pena que não temos este costume de comer torta no Brasil. Em frente, demos uma olhada no Coogee Bay Hotel e tomamos nossa primeira cerveja do dia. Desta vez, uma Pure Blonde geladinha.
“Oba! Aqui tem churrascaria brasileira! Temos que vir matar as saudades do rodízio!”
Enquanto tomávamos nossa segunda schooner, meu telefone tocou. Era Jess avisando que Brian havia se metido em uma briga em frente ao Tea Gardens, em Bondi Junction.
Deixamos metade da Pure Bonde na mesa e pegamos o primeiro táxi para lá.
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